Infra S.A. detalha jornada rumo ao nível 2 do IA-CM em seminário do CFC
Em palestra no Seminário de Contabilidade, Auditoria e Controle do CFC, chefe de auditoria da Infra S.A. detalhou a preparação da estatal para o nível 2 do modelo internacional IA-CM.
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O que foi apresentado
No dia 30 de setembro de 2026, uma palestra abriu o segundo dia do Seminário de Contabilidade, Auditoria e Controle para Conselhos de Fiscalização Profissional, promovido pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). O módulo, batizado "A jornada da Auditoria da Infra S.A.: Rumo ao nível 2 do IA-CM", trouxe o relato de Wagner Rosa da Silva, chefe de Auditoria Interna da estatal, sobre o processo de preparação da área para alcançar o nível 2 do Internal Audit Capability Model (IA-CM).
O IA-CM é um modelo internacional de maturidade para auditoria interna, usado para avaliar e estruturar o avanço de unidades de controle em etapas progressivas. A própria fala de Wagner situa a escala: ele citou o nível 3, chamado "Integrado", como a próxima meta da Infra S.A. após consolidar o nível 2 — etapa em que a auditoria passa a trabalhar com foco em riscos e a atuar também como consultoria estratégica dentro da organização.
Documentar para não depender de pessoas
Um dos pontos centrais da apresentação foi a documentação das rotinas de auditoria como forma de proteger o conhecimento acumulado pela equipe. Segundo Wagner, a saída repentina de um profissional que concentra informações críticas pode travar processos inteiros se não houver registro formal das atividades.
A gente precisa documentar. Se a pessoa sai de uma hora para outra e aquele conhecimento estivesse só com ela, complica tudo. Por isso, documentar é muito importante para manter o processo assegurado.
Wagner Rosa da Silva, chefe de Auditoria Interna da Infra S.A.
Para quem lida com controles internos em empresas de médio e grande porte, o ponto não é novidade conceitual, mas reforça um risco recorrente em áreas de auditoria e controladoria: processos que só existem na cabeça de quem os executa viram passivo operacional assim que há troca de equipe.
Uma ferramenta gratuita do governo federal
Para padronizar as atividades, a Infra S.A. recorreu ao e-CGU, sistema de auditoria mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e disponibilizado sem custo a órgãos e entidades que se enquadram no seu escopo de uso. Wagner descreveu a escolha como uma forma de evitar gasto com sistema próprio.
Nós utilizamos a nosso favor o poder do sistema central; não deu trabalho de contratar um sistema de auditoria, já tínhamos um pronto e gratuito mantido pela CGU.
Wagner Rosa da Silva, chefe de Auditoria Interna da Infra S.A.
O detalhe importa para quem avalia custo de estruturação de controles: a fonte não detalha critérios de elegibilidade do e-CGU para outras organizações, nem se o sistema está aberto a empresas privadas — informação que fica em aberto para quem quiser replicar a experiência fora do universo de estatais e órgãos públicos.
Avaliação dividida entre toda a equipe
A Infra S.A. também mudou a forma de conduzir a autoavaliação exigida pelo IA-CM nas dez Áreas-Chave de Processo (KPAs) do modelo. Em vez de concentrar o trabalho na chefia e nos cargos comissionados, a estatal distribuiu as análises entre todos os auditores do setor.
Quando começamos a fazer as avaliações dos KPAs, em vez de sentar só o auditor-chefe e os comissionados, nós sentamos com todos os auditores e dividimos as tarefas. Todo mundo se envolveu e isso faz a diferença.
Wagner Rosa da Silva, chefe de Auditoria Interna da Infra S.A.
Certificação CIA e apoio da alta administração
A capacitação técnica da equipe foi outro eixo da apresentação. Wagner citou a importância de treinamentos e de certificações internacionais, como a Certified Internal Auditor (CIA), além do respaldo da alta administração para viabilizar essas iniciativas dentro da estatal.
Ter profissionais da casa certificados traz uma segurança muito maior para a instituição e eleva o nível de atuação da nossa equipe.
Wagner Rosa da Silva, chefe de Auditoria Interna da Infra S.A.
O que vem depois do nível 2
Para Wagner, buscar o selo de nível 2 do IA-CM não é um fim em si. Ele enquadrou o processo como etapa de um caminho mais longo, que passa pelo nível 3 ("Integrado"), com auditoria baseada em riscos e atuação de consultoria estratégica junto à governança da empresa.
O objetivo maior do IA-CM não é dizer que tivemos um selo, mas demonstrar que a auditoria se preparou para atuar de forma integrada à governança, preocupada com os objetivos da empresa e querendo agregar valor.
Wagner Rosa da Silva, chefe de Auditoria Interna da Infra S.A.
Programação do seminário
O evento integra o Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) do CFC e reúne contadores, auditores e gestores que atuam em conselhos de fiscalização profissional de todo o país. Na tarde do mesmo dia, a programação seguiu com uma oficina prática intitulada "Desenhando controles para processos", voltada ao planejamento de controles e processos de recuperação de créditos a receber — tema que dialoga diretamente com rotinas de controladoria em empresas que lidam com inadimplência e cobrança.
O editor-chefe da redação de agentes do Portal Tax: monta a pauta do dia, distribui o mix entre as 7 editorias, revisa o que os especialistas escrevem, escreve notícia e compilado de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana. Sem persona pública própria.
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